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Terapia com Cartões Metafóricas – Comunicar com subconsciente

Cartas Metafóricas

Em 1983, o psicoterapeuta alemão Moritz  Egetmeyer teve a ideia de usar imagem dos cartões metafóricas no seu trabalho com pacientes, assim encontrou uma exlente instrumenta para comunicar com subconsciente dos pessoas, tratar várias problemas psicológicos uma forma suave, protegida, ecológica e divertida. Daquele momento em diante, um caminho surpreendentemente bem-sucedido levou as CMA a conquistar a simpatia tanto de profissionais como de clientes por todo o mundo.

Moritz Egetmeyer

Moritz Egetmeyer descobriu nas cartas um instrumento procurado há muito tempo, com o qual ele poderia estabelecer uma conversa franca com o paciente, sobre este e os seus problemas. Nestes cartões, ele encontrou o que procurava profissionalmente – a autenticidade em termos de desenvolvimento pessoal.

A imagem das cartas metafóricas é considerada como um estímulo visual para a projeção dos fenómenos da personalidade, – sendo este um dos principais e mais importantes princípios do uso dos cartas.

A imagem apresentada na carta, sendo um estímulo visual, também é um símbolo ou uma metáfora. O mapa-imagem, sendo um símbolo ou uma metáfora, é uma imagem artística independente que tem um significado emocional e figurativo, baseado na similaridade dos fenómenos da vida, capaz de combinar o significado objetivo com um conjunto de significados figurativos. O uso de uma linguagem metafórica (mais segura) no trabalho com pessoas, abordando vários grupos de questões, permite remover muitos dos mecanismos de defesa que a pessoa tem, criando uma atmosfera de confiança e comunicação.

Trata-se de um formato terapeuticamente associativo: inconscientemente, os cartões são arrastados – um com uma imagem, o outro com texto – e posteriormente conversa-se sobre quais os sentimentos espontâneos, pensamentos e associações que surgiram ao fazê-lo.

Na prática psicológica, as cartas associativas são usadas com sucesso para identificar e resolver uma grande variedade de problemas. Nomeadamente: trabalho com o inconsciente; análise de sonhos; distúrbios emocionais; questões psicossomáticas; conflitos interpessoais; relações no trabalho; crises familiares; cenários de vida; reconstrução de situações traumáticas; traumas na infância; medos e fobias; pesquisa de recursos internos e muito mais.

Os princípios básicos do método de trabalho são o desenvolvimento da intuição, criatividade, autoconhecimento e a exposição franca sem avaliação.

As ferramentas são adaptadas aos usuários e não vice-versa.

Não há compulsão dogmática, apenas o convite lúdico.

  1. Estes baralhos são feitos de tal maneira que a imagem do cartão pode ser colocada no quadro do cartão com a palavra. Consequentemente, essa ferramenta inclui tanto uma imagem como uma palavra, como dois polos – o emocional e o cognitivo. As imagens apelam diretamente aos sentimentos e intuições e, dessa maneira, são frequentemente capazes de contornar uma barreira racional, um “filtro inteligente” que possuímos. As palavras, por outro lado, apelam principalmente à consciência e são uma expressão do pensamento analítico e racional.

 Assim, uma combinação de cartas pode ser vista como uma unidade de estímulos cognitivos e visuais, que simultaneamente remete tanto o hemisfério esquerdo do cérebro (pensamento lógico analítico) como o hemisfério direito (emoções, intuição).

Ao usar os dois baralhos juntos, 7744 combinações diferentes são possíveis. Essa combinação de incentivos estimula a pessoa a desenvolver uma associação comum – a divulgação do potencial criativo.

Psicólogos e psicoterapeutas que trabalham com situações de crise, vítimas de violência, ataques terroristas, por exemplo, apelaram à criação de um baralho de cartas específico. O baralho “COPE” nasceu posteriormente como resultado da cooperação internacional de Moritz Egetmeyer, da artista russa Marina Lukyanova e da famosa psicoterapeuta israelita Ofra Ayalon.

As cartas metafóricas permitem que se entre em contato com o “interior”, sem dor e com cuidado. Usando o espaço metafórico para encontrar novas maneiras de resolver problemas e obter respostas, muitas vezes encontramos rapidamente soluções e respostas sozinhos que existem já no subconsciente.

Se trabalho feito em grupo é importante que cada membro do grupo saiba e sinta que é tratado com respeito, consideração, e que pode falar livremente, apresentar sugestões e fazer a sua própria escolha. Portanto, ao trabalhar com os cartões, é proíbido interpretar ou reinterpretar os cartões de outra pessoa, uma vez que cada um reflete sobre a mesma situação-imagem de forma diferente do outro. Descrevendo eventos, experiências e ações, é recomendado falar no tempo presente e descrever eventos em movimento e com dinâmica.

Permite-se ao indivíduo ser espontâneo ao trabalhar com as cartas metafóricas associativas, usando mais a fantasia do que a lógica. De forma livre e sem ter de apresentar motivos, separam-se os cartões livremente. Em qualquer ação proposta com cartas, o autor desta ação pode substituir as cartas que não são adequados para os trabalhos seguintes, por exemplo.

APLICABILIDADE DAS CARTAS

A aplicabilidade das cartas metafóricas como material de estímulo projetivo no trabalho em grupo e individual com adultos e crianças é enorme. Elas são efetivamente utilizadas no trabalho com a família, no psicodrama, na gestalt-terapia, na arteterapia, na análise transacional e na psicossíntese. Síndrome pós-traumático, trabalho com doenças psicossomáticas e vícios, problemas de relacionamento entre pais e filhos, relacionamento com equipas, formação de equipa, esclarecimento e resolução de conflitos, crescimento pessoal – são apenas algumas das áreas onde o uso destas cartas promove a imaginação, e tendo isto em vista o fluxo de associações pode ser muito eficaz e útil.

As cartas metafóricas têm todas as vantagens dos métodos projetivos, expandindo significativamente o arsenal terapêutico de um psicólogo ou psicoterapeuta. Permitem que se aceda à imagem holística do cliente, ao seu “eu”, o seu mito pessoal sobre o mundo e sobre si mesmo, bem como a imagem subjetiva da situação do ponto de vista do cliente. Os cartões ajudam a, muito rapidamente, esclarecer e perceber as reais experiências e necessidades do cliente, e quais os seus processos internos nesse momento.

As cartas associativas dão a oportunidade de ver uma imagem nítida de quaisquer relacionamentos interpessoais ou até mesmo do relacionamento de uma pessoa com quaisquer ideias e imagens da sua realidade externa ou interna. O uso das cartas para resolver uma situação traumática por meio de uma metáfora evita a retramatização adicional e cria um contexto seguro para encontrar e modelar soluções. Iniciam processos internos de autocura e encontram o seu próprio caminho para sair da crise. Trabalhar com a linha do tempo permite modelar e investigar quaisquer processos no passado e no futuro, encontrando imagens metafóricas de soluções que criam uma realidade especial para o cliente, posteriormente incorporada em sua vida.

Como material projetivo, são utilizadas com sucesso em treinos, conversas interativas, consultas individuais, são auxiliares para quem trabalha com pessoas, pois permitem estabelecer comunicação, criar um clima de confiança, interesse em autoexploração e autodesenvolvimento, e servem de guia para a criação do contexto desejado, em que todos tenham acesso à sua criatividade.

Cada baralho de cartas é uma unidade independente – juntos eles são blocos de criatividade. Podem ser combinados entre si e, assim, oferecer uma infinidade de novas possibilidades.

Há vários baralhos cartas metafóricas: OH, COPE, MORENA, ets. Todos os baralhos são únicos. Imagens vívidas tornam o baralho muito útil e bem aproveitado, porque nos medos, nas sombras, nos cantos ocultos do subconsciente há sempre um recurso e uma força, e as imagens ajudam muito bem esse recurso a ser encontrado e revelado.

São cartas que levam ao mundo interior e despertam fortes sentimentos e emoções escondidas no subconsciente.

 

Portanto, ao trabalhar com um baralho, recomenda-se prestar atenção às emoções que o cliente exprime enquanto trabalha com a carta e encontrar sentimentos semelhantes em situações da vida. Assim a metáfora para encontrar a resposta torna-se clara e compreensível.

 

FORMAS DE TRABALHO COM CARTAS METAFÓRICAS

 

O terapeuta só pode fazer perguntas guiadas e direcionar discretamente o percurso da reflexão adicional de maneira construtiva. O próprio cliente faz uma interpretação da imagem, expressa o que lhe vai na alma, mente ou subconsciente. Além disso, eles podem até ficar calados ou não dizer tudo, para que possam refletir sozinhos: acredita-se que as cartas metafóricas são capazes de desencadear mecanismos de autocura na alma humana.

Há várias formas de trabalhar com as cartas.

Uma das quais: Nas cartas fechadas nós escolhemos para cada pergunta uma cartão.

  1. O que no momento não combina comigo na vida?
  2. Por que deixo que isso aconteça?
  3. O que eu não quero notar?
  4. Como posso resolver esse problema?

Técnica de “Espress-ajuda”. Podemos usar quando precisamos uma ajuda rápida em receber resposta. Escolhemos cartas fechadas. Escolhemos 3 cartões. Para cada cartão-uma pergunta.

  1. No que consiste o verdadeiro motivo do meu problema?
  2. O que eu posso fazer para melhorar, alterar a minha situação?
  3. Quem me pode ajudar?

Você pode simplesmente retirar o “Cartão do dia” de qualquer baralho e fazer uma pergunta. Por exemplo: “Do que preciso me livrar para seguir em frente?” Ou “Que recurso eu mais preciso agora?”.

 

Técnica de escalanamento com CMA para trabalhar num evento traumático capas de aliviar trauma e remover os blogueios.

No trabalho com as cartas, o poder do diálogo espontâneo entre os dois hemisférios do cérebro está incluído: graças ao trabalho conjunto desses princípios opostos, a intuição é despertada e nasce uma ótima solução.

Todos os quem estão envolvidos nas cartas associativas, mais cedo ou mais tarde, chegarão a uma conclusão surpreendente: muitas das cartas que são tiradas cegamente refletem a situação da vida do investigador. “Não pode ser por acaso!” Isso levou ao fato de que, em alguns grupos, as cartas metafóricas eram associadas ao poder místico.

Palavras e imagens apenas nos ajudam a despertar a intuição, ver novos rumos, olhar de uma maneira diferente. E a carta desenhada torna-se uma incorporação visível do conhecimento secreto sobre si mesmo.

A METÁFORA

A metáfora das cartas é uma forma económica (em termos de tempo e esforço) e ecológica (em termos de segurança do cliente) de trabalhar com os clientes, acrescentando variedade às ferramentas do trabalho psicoterapêutico. A metáfora das imagens CMA permite ao cliente perceber problemas à distância, dissociados, o que reduz a resistência e permite que ele contorne as defesas psicológicas. As metáforas visuais das cartas trazem múltiplas possibilidades de influenciar o mundo interior do cliente e, reforçadas por metáforas verbais, tornam-se ainda mais fortes. As cartas são metafóricas tanto no nível de perceção do cliente como ao nível da sua comunicação com o psicólogo: pode falar livremente sobre o negativo na imagem sem vinculá-lo a si mesmo; pode escrever histórias sobre heróis, explorar os seus problemas, procurar maneiras de sair de situações difíceis, etc.

 

Positividade

Baseado no fato de que cada pessoa tem um recurso em si, Martin Seligman sugeriu, ao trabalhar com um cliente, que se concentrasse em emoções positivas, sentimentos subjetivos de felicidade, otimismo, vitalidade, fontes de satisfação com a vida, contribuindo para a felicidade e o desenvolvimento, para chegar à solução de problemas pessoais. Com base nisso, o trabalho com o cartas implica apoio no recurso da própria pessoa, indissociável com a escuta ativa entre si.

Concentrando-se não em encontrar a patologia de um cliente, mas a sua força, habilidade, capacidades e makings, procurando recursos para resolver o problema, ou o cultivo de um recurso, e um novo padrão de comportamento a partir de uma pequena semente, presente ou semeada no cliente.

O inconsciente sabe sempre como agir corretamente, como encontrar uma saída para a situação atual e que escolha fazer, apenas é necessário aprender a ouvi-la.

Cartas metafóricas associativas, neste caso, atuam como um guia indispensável. Trabalhar com cartas está associado ao fenómeno do “insight“. Como parte da terapia centrada no cliente, C. Rogers enfatizou que o insight une vários tipos de perceção: a perceção de relações entre fatos previamente conhecidos, a perceção de todos os motivos em termos dos seus relacionamentos naturais (autoaceitação). O insight genuíno inclui uma escolha positiva dos objetivos que trarão maior satisfação para o cliente. Fenómenos espontâneos de intuição.

 

Conclusões: Assim, as funções importantes das cartas no processo de consulta são:

  • estudo proposital do espaço interno do cliente, das suas áreas problemáticas com a ajuda das associações, as imagens que ele distingue;
  • intervenções metafóricas que ajudam a encontrar maneiras e recursos para superar os problemas.

2 Comments

  1. Avatar
    Lidia Santos

    As cartas metaforicas sao realmente extraordinarias sendo um recurso para a obtençao e cura da sua mente e do seu ser no seu sentido mais amplo.Conduz ao desenvolvimento das nossas potencialidades explorando o nosso subcondciente nas suas partes mais reconditas.
    Recomendo vivamente este metodo podendo ser utilizado quer por profissionais saude quer por pacientes conduzindo a orientacao e sanando assim os problemas de ordem emocional fisica e social podendo ser utilizadas individualmente ou em grupo.
    Sao essencialmente de caracter cientifico como ferramenta de auto conhecimento, conduzindo a conciencializaçao como mecanismo a resoluçao da
    inadaptacao ao seu local de trabalho dos seus problemas conjugais e sociais e consequentemente a uma brilhante soluçao.Adorei!!!

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